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Diagnosticar o responsável

O diagnóstico é feito por meio da história clínica do paciente e do exame físico: dores logo acima do púbis (região onde se localiza a bexiga) e dores à palpação da região lombar (localização dos rins).

No entanto, o exame principal é o da urina para averiguar se há ou não inflamação, fazendo-se também uma cultura de urina que detectará a bactéria responsável pela situação. Perante suspeitas de malformação, torna-se necessário fazer um exame de raio-X contrastado dos rins e da bexiga (urografia excretora ou cistouretrografia) ou ultra-sonografia, esta extremamente útil para detectar os cálculos.

Casos mais complicados podem exigir a endoscopia da bexiga.
Como tratar? O tratamento é feito à base de antibióticos, seleccionados de acordo com a bactéria responsável. Em geral, é administrado por via oral durante 7 a 10 dias. Após o tratamento, é importante repetir a cultura da urina para se ficar seguro de que a infecção foi eliminada.

No caso de cistite, nas mulheres jovens que sofreram da doença pelo menos quatro vezes num ano o tratamento é hoje simplificado, bastando um antibiótico em monodose uma ou duas vezes por dia durante três dias. Estes medicamentos vão-se eliminando progressivamente nas urinas e erradicam os germes em causa.

Para as mulheres mais idosas são aconselháveis tratamentos hormonais locais (óvulos, cremes) que produzem uma impregnação local ao nível da vagina, da bexiga, da uretra e dos esfíncteres tornando a zona menos sensível às infecções. O incómodo é ser um tratamento que terá de ser feito durante toda a vida, associado ou não a um tratamento hormonal substituto da menopausa.

Nas pessoas que apresentam infecções crónicas, os antibióticos podem ser utilizados profilacticamente, em doses menores, mas por um período mais alargado, que poderá ir até mesmo aos seis meses.
Os casos de deformidade do aparelho urinário podem ser corrigidos por meio da cirurgia.

E se não resulta?

A cistite permanece? Há outras soluções para evitar esse ciclo infernal.
A antibioprofilaxia consiste em tomar pequenas doses de antibióticos em médias três vezes por semana e durante pelo menos seis meses. É aborrecido, mas pode esperar-se a cura em 75 por cento dos casos.

A dilatação da uretra consiste em fazer pressão sobre umas glândulas que percorrem o canal para extrair os germes. Pratica-se com anestesia geral e resulta em 40 por cento dos casos.

Curas termais, com a tomada de água muito sulfuroso e cuidados locais. São necessárias três semanas e a renovação do tratamento três anos sucessivos. Obtêm-se resultados de 60 por cento no primeiro ano, de 75 por cento no segundo e de 80 por cento no último ano.

PREVENIR A INFECÇÃO

- Beber muita água (1,5 a 2 litros por dia) para evacuar muita urina e eliminar as bactérias que poderão encontrar-se na bexiga ou na uretra.
- Urinar regularmente e evitar a retenção. Desta maneira, as bactérias que podem estar presentes na bexiga não têm tempo de se multiplicar e provocar uma infecção.
- Urinar após as relações sexuais, pois o acto leva à abertura da uretra, de maneira que as bactérias que podem existir ao nível da vulva sobem em direcção à bexiga.
- Após ter ido à casa de banho, limpar-se sempre da frente para trás para evitar por as bactérias do ânus em contacto com o orifício da uretra.
- Ter um boa higiene local. Quando insuficiente ou excessiva (irrigações vaginais, sabões bactericidas que destroem a flora e favorecem o desenvolvimento dos colibacilos) favorece a cistite.
- Evitar as roupas demasiado apertadas ou roupa interior em material sintético que facilitam a multiplicação de certas bactérias.
- Tratar as diarreias e as prisões de ventre que favorecem a contaminação bacteriana.
- Evitar vinho branco, espumantes, tomate, espargos.

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