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Próteses mamárias de silicone

Próteses mamárias de silicone

História e segurança

As próteses mamárias são rotineiramente usadas em todo o mundo, para reconstrução mamária e para aumento mamário. Os primeiros registos de aumento mamário datam de 1890, com o uso de parafina. Em 1920, o uso de parafina foi substituído pelo uso de gordura, que era removida de outras zonas do corpo, e colocada na mama de uma forma artesanal. O uso de silicone na forma liquida, foi usado durante a 2ª Guerra Mundial, pelas prostitutas Japonesas, na tentativa de seduzir os militares Norte Americanos. Atualmente, existem próteses de silicone coesivo e próteses cheias com soro fisiológico.

A prótese mamária moderna de silicone foi inventada no início dos anos 60. Existem 5 gerações de próteses, sendo a ultima comercializada desde os anos 90, apresentando características de maior resistência, menor probabilidade de contractura capsular e na eliminação de migração do silicone.

A prótese de soro, foi introduzida em 1964, apresentava a vantagem de ser mais facilmente introduzida, uma vez que apenas era preenchida depois de estar colocada. As principais desvantagens, consistem na perda progressiva de volume e na falta de naturalidade ao toque.

Na década de 90, o uso de Poliuretano, como capa protetora do silicone, levou a que a FDA (Entidade Reguladora da Saúde Norte Americana), tivesse removido as mesmas, por suspeita de desenvolvimento de cancro. A doença ocorreria devido á dissolução do Poliuretano pelo corpo. A partir desta data, apenas as próteses de soro fisiológico foram permitidas nos Estados Unidos. Na Europa, manteve-se no entanto, o uso das próteses de silicone, uma vez que nenhum estudo provou essa relação.

Em 1999, vários estudos, comprovaram que de facto não havia relação entre os implantes mamários e o desenvolvimento de doenças, tendo sido no início da última década levantada a sua suspensão no mercado Norte-americano.

Devido ao elevado número de estudos científicos, demonstrando a sua segurança, o número de cirurgias de aumento mamário nos Estados Unidos nos últimos 20 anos, subiu de cerca de 32000 para mais de 330000 anualmente. Estima-se que existam mais de 1.000.000 de mulheres com próteses, usadas para aumento e reconstrução mamária, apenas nos Estados Unidos. As principais preocupações, são relativas á amamentação, ao desenvolvimento de cancro de mama e à impossibilidade de deteção precoce do mesmo.

A probabilidade de desenvolver cancro da mama, é aproximadamente 1 em cada 7 a 9 mulheres, durante toda a sua vida. Não há nenhum estudo que demonstre que a utilização de próteses mamárias, aumente o risco de cancro da mama. As mulheres submetidas a aumento mamário continuam a realizar o seu screening anual de doenças da mama, através dos métodos radiológicos normais – mamografia, ecografia mamária e ressonância magnética.

A amamentação pode continuar a ser realizada, quer a prótese seja introduzida pela aréola, pelo sulco infra mamário ou pela axila.

Atualmente existem várias marcas de implantes a serem usadas em Portugal. Temos disponíveis as melhores marcas de próteses mundiais, desde há muitos anos, o que permite que exista confiança no seu uso. As principais marcas são a Natrelle (Allergan), Eurosilicone, Silimed e Mentor, todas elas devidamente autorizadas pelas instituições de saúde nacionais e internacionais, obedecendo a criteriosos estudos de qualidade.

Por motivos de segurança, os pacientes devem inteirar-se da marca da prótese que foi ou será usada, e se o seu médico está devidamente credenciado pelo Colégio Português de Cirurgia Plástica, como especialista em Cirurgia Plástica.


Tiago Baptista Fernandes.
Cirurgião Plástico
Diretor Departamento Cirurgia Plástica, Dermatologia e Estética

http://www.tiagobaptistafernandes.com
http://linhawhite.blogs.sapo.pt/

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