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Em 95 por cento dos casos a causa é genética, tanto em homens como em mulheres.
Na alopécia androgenética (conhecida como calvicie), a dihidrotestosterona (subproduto da testosterona), encurta a fase de crescimento dos cabelos geneticamente sensíveis e, a cada ciclo, estes tornam-se cada vez mais finos, mais curtos e mais claros até ao ponto de não nascerem mais.
Sendo um problema genético, significa que é potencialmente hereditário, ainda que a dinâmica hormonal que potencia a calvície seja diferente de homens para mulheres. De qualquer forma, o enfraquecimento gradual do cabelo é também infuenciado por factores externos como a poluição, as agressões promovidas pela má utilização de equipamentos ou por produtos cosméticos inadequados ao tipo de cabelo, bactérias e fungos no couro cabeludo, dieta desiquilibrada, bem como desequilíbrios internos hormonais e doenças agudas ou crónicas (inflamações do couro cabeludo, lúpus, patologias da glândula tiróideia ou cancro).
É possível prevenir?
Sendo a causa essencialmente genética, a prevenção passa por saber cuidar do cabelo. A especialista em transplantes capilares Fátima Garcês considera essencial o uso de produtos adequados ao tipo de cabelo desde a infância. «Passa pela importância de conhecermos o nosso tipo de cabelo, pela forma como é cuidado, e se usamos ou não os produtos adequados», refere.
Para além disso, deixa o conselho de que se deve evitar submeter o cabelo constantemente a altas temperaturas (secador, po exemplo), para além de que se deve procurar fazer uma avaliação especializada de forma a actuar na prevenção ou retardamento da queda que conduz à calvície.
Importa referir que, «o contrário da ideia de que são os antecedentes paternos que definem a probabilidade de vir a ficar careca, a tendência para desenvolver calvície é muito comum no caso de haver antecedentes familiares maternos (mãe ou avó) que sofrem de alopécia », sublinha a especialista.
A verdade sobre os mitos
O uso de chapéus, ou lavar o cabelo frequentemente, não são factores que potenciem a alopécia. No entanto, deve-se secar muito bem o cabelo antes de se colocar um chapéu. A calvície pode ser tratada ou retardada desde cedo, e prevenida com os cuidados adequados, bem como com uma alimentação saudável e exercício físico. Por motivos genéticos, os cabelos da parte posterior e lateral da cabeça não caem. São essas, normalmente, as áreas doadoras para transplantes capilares.
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As informações disponibilizadas são para conhecimento geral e não substituem de forma alguma o conselho médico apropriado em caso de sentir algum sintoma de doença.