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Designada oficialmente como psicose maníaco-depressiva até ao início dos anos '80, esta é uma das patologias psicológicas mais graves. Conheça as características, sintomas, formas de diagnóstico, tratamentos e, ainda, as tendências de investigação
Com a genética como grande aliada, a doença bipolar pode afectar pessoas de qualquer quadrante social e com todo o tipo de percursos de vida. Que sinais podem, então, assinalar a sua presença? Como reconhecer a doença num familiar ou amigo?
Conhecida pela alternância entre estados de humor extremos e contraditórios, esta doença é frequentemente associada à manifestação de comportamentos opostos na mesma pessoa.
Estará esta ideia correcta?
As principais características desta patologia, segundo Filipe Arriaga, psiquiatra.
Qual é o perfil de uma pessoa que sofre desta doença?
De todas as doenças psiquiátricas, esta é aquela em que o peso dos factores genéticos é mais importante. O exemplo dos estudos da taxa de concordância da doença entre gémeos homozigóticos separados à nascença é significativo.
Na maioria dos estudos, a taxa de concordância da doença maníaco-depressiva clássica ultrapassa os 90 por cento. Daqui decorre que esta é, de todas as doenças psíquicas, a menos influenciada por factores de ordem social, ambiental, situacional, biográfica ou demográfica. É uma doença virtualmente nada sensível a factores desse tipo. O factor genético é determinante, mais até do que em relação à esquizofrenia.
Os filhos de um doente bipolar herdam a doença?
A componente de hereditariedade genética tem um papel considerado determinante. O filho de um doente tem um risco aumentado e, se o pai e a mãe tiverem a doença, tem um risco muito aumentado. Qualquer consulta de aconselhamento genético, perante uma mãe ou familiar de primeiro grau que tem a doença, dá respostas sobre isso.
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As informações disponibilizadas são para conhecimento geral e não substituem de forma alguma o conselho médico apropriado em caso de sentir algum sintoma de doença.