O mito do pastel de nata
Será este o bolo de pastelaria menos calórico? Nutricionista esclarece todas as dúvidas
O que a ciência já descobriu sobre este estado emocional.
Se está apaixonado, está provavelmente a sentir um misto daquilo a que os gregos chamavam «Eros» (amor enquanto emoção de afecto, atracção pela pessoa inteira) e «Porneia» (amor puramente físico).
Pode até ser que sinta um amor tão desinteressado que mereça a designação de «Ágape».
Ou, segundo a visão da antropóloga Helen Fisher, está a experimentar a segunda fase do amor, a atracção, que sucede à fase do desejo e antecede a terceira e última fase, a da ligação.
Em termos neurobiológicos, aquilo que sente resulta de um fenómeno complexo. No seu cérebro estão em curso mecanismos que envolvem um grande número de actores químicos.
São eles os responsáveis pelas sensações de confiança, crença, prazer e recompensa que o invadem e afectam o seu comportamento, muitas vezes de forma divertida para os outros e, quem sabe, (nada) embaraçosa para si.
Está cientificamente provado que, neste estado emocional, os compostos químicos produzidos pelo organismo causam alterações comportamentais. É por isso que...
Homens Alguns estudos mostram que, mesmo inconscientemente, tendem a preferir mulheres jovens, o que em termos evolucionistas é explicado pelo facto desta característica indicar uma maior possibilidade de gerar crianças saudáveis.
Mulheres O mesmo tipo de estudos mostra que, mesmo inconscientemente, procuram no homem estatuto de riqueza/poder, o que em termos evolucionistas é explicado pelo facto desta característica indicar que pode ser um bom pai.
Desta mistura de químicos cerebrais resultam ainda outros sinais que denunciam a paixão:
Tudo irá depender dos seus objectivos. Naturalmente, sendo uma emoção agradável, quererá prolongá-la o máximo de tempo possível.
No entanto, é certo, sabido e provado pela ciência que a paixão tem uma duração limitada, acabando por se transformar noutro sentimento ou simplesmente definhando.
Comece por pensar no que quer. A sua relação actual pode ajudá-lo a chegar onde deseja a médio ou a longo prazo?
Também pode optar por simplesmente viver a paixão um dia de cada vez e pensar no resto mais tarde. Se essa escolha for consciente, já estará a gerir esse estado emocional.
Seja qual for a sua opção, a sua estratégia passa por duas etapas:
1º Passo: Conheça-se a si mesmo
1º cenário: Você está a perder a sua identidade
A paixão é uma emoção positiva que o chama a sair de si e a «mergulhar» no outro. Pode, contudo, ter problemas se este «mergulho» for demasiado fundo e implicar que se despersonalize. Tem razões para se preocupar se…
Pode estar a viver uma situação de amor patológico, pelo que deverá procurar ajuda especializada.
2º cenário: Você acha que o outro lhe pertence
Se ao «mergulhar» se mantém demasiado centrado no seu ego, tenderá a ver o companheiro como o seu troféu de «natação» e poderá estar prestes a «afogá-lo» no seu «mar» de ciúmes e controlo, o que pode ser prejudicial.
Pode estar a viver uma situação de amor patológico. É importante que procure ajuda especializada.
3º cenário: Você está sempre à procura de uma nova relação
Quando estamos apaixonados o nosso cérebro produz, entre outras substâncias químicas, a feniletilamina, um poderoso neurotransmissor com efeitos estimulantes e antidepressivos. À medida que as relações amorosas evoluem, normalmente, o organismo vai-se tornando indiferente aos seus efeitos.
No entanto, em alguns casos, esta substância torna-se viciante, fazendo com que algumas pessoas saltem de romance em romance, em busca de uma nova (e cada vez maior) «dose» de euforia, tal como se de uma droga se tratasse.
Se isto se passa consigo e lhe causa sofrimento, está na hora de procurar ajuda especializada.
Revisão científica: Vítor Rodrigues, psicólogo clínico e ex-presidente da EUROTAS - Associação Transpessoal Europeia
Diversos estudos demonstram a correlação entre emoções positivas, como é o caso da paixão, e condições de saúde física e mental favoráveis, nomeadamente...
Por outro lado, os estudos mostram que a paixão dura, no máximo, entre seis meses e três anos.
Se tudo correr bem, esse sentimento evoluirá naturalmente para um estado de bem-estar de maior tranquilidade e sobriedade que fornece os laços para que você e o seu parceiro permaneçam juntos (fase da ligação).
Nessa altura, o seu organismo…
Se a sua relação for minada pelo ciúme ou pela dependência, as consequências serão muito diferentes. Pode ser afectado por problemas de ansiedade, baixa auto-estima, tristeza, com todas as consequências negativas que isso pode implicar.
Nesse contexto, pode estar em causa uma perturbação psicológica, pelo que deverá aconselhar-se junto de um especialista.
Se a paixão que está a viver for marcada pelo ciúme, dependência, obsessão, é importante que procure ajuda especializada. O mesmo se aplica se tende a saltar de romance em romance assim que a «química» inicial se desvanece e isso não o faz sentir feliz.
A psicoterapia, conduzida por um psicólogo/psicoterapeuta, aplica-se a todas as situações de sofrimento psicológico que a pessoa não está a conseguir resolver ou compreender pelos seus próprios recursos.
Se suspeita de uma situação do foro médico (tumores, síndromas neurológicos, problemas endócrinos, etc.), um psiquiatra estará mais habilitado a fazer uma triagem.
Caso contrário, poderá consultar um psicoterapeuta. Os bons profissionais têm noções de diagnóstico que lhe permitem fazer a triagem dos casos que necessitam também de apoio médico e psiquiátrico.
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As informações disponibilizadas são para conhecimento geral e não substituem de forma alguma o conselho médico apropriado em caso de sentir algum sintoma de doença.