
Nenhuma vacina garante total imunidade. Esta vacina, tal como as outras, reduz o risco de contrair a doença em 90 por cento os casos. Pode também dar-se o caso de uma pessoa tomar a vacina quando já está numa fase de incubação do vírus e nesse caso acabará por adoecer.
Quem tiver gripe A ficará imune, ou seja, não voltará a contrair a doença. Mesmo que o vírus se modifique, subsistem algumas semelhanças que tornam mais fácil o combate numa pessoa que já esteve infectada. As pessoas que tenham gripe A, laboratorialmente comprovada, não precisam de tomar a vacina.
No entanto, todos aqueles que quiserem continuar protegidos da gripe A devem voltar a vacinar-se todos os anos.
No que diz respeito a outros efeitos, como o conteúdo é injectado por via intramuscular, pode ocorrer leve dor e vermelhidão no local da aplicação. Outras reacções raramente observadas são febre baixa e dores no corpo que desaparecem entre 24 a 48 horas.
Também a subdirectora-geral de Saúde afirmou que qualquer vacina contra a gripe pode, em casos raros, provocar resultados positivos falsos de VIH e hepatite C. Graça Freitas explicou que, face à aproximação de uma campanha de vacinação contra o vírus da gripe A, "é normal ser divulgada uma circular normativa para os médicos e enfermeiros".
A OMS afirmou que a vacina contra a gripe H1N1, que já começou a ser administrada em alguns países, é «segura», apesar de alguns efeitos colaterais «leves» numa pequena percentagem de imunizados, como dores de cabeça ou cãibras musculares. «É normal que, quando há uma vacinação em massa, possamos esperar efeitos colaterais, mas a vacina contra a gripe A é completamente segura», determina o porta-voz da OMS, Gregory Hartl.
Em relação à segurança para grávidas e crianças, a comissária europeia para a Saúde, Androulla Vassiliou, disse recentemente que «não há razões para pensar que não seja seguro vacinar» esses grupos, acrescentando que «os benefícios superam os eventuais riscos», nomeadamente no caso dos doentes crónicos.
Tanto os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) como a FDA (agência norte-americana que regula os medicamentos) já garantiram que vão estar alerta. Em Portugal, também o director-geral da Saúde, Francisco George, já fez saber que todas as reacções adversas da vacina serão notificadas.
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