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Arritmias cardíacas matam 15 mil portugueses por ano

Arritmias cardíacas matam 15 mil portugueses por ano

Associação alerta para a falta de prevenção e de informação acerca da “morte súbita”

Cerca de 15 mil pessoas morrem por ano em Portugal vítimas de arritmias cardíacas, que são a principal causa da chamada “morte súbita”, revelou hoje a Associação Bate, Bate Coração.

Em comunicado, a associação acrescenta que este número elevado de mortes se deve, sobretudo, à falta de prevenção e de informação.

Por isso, lançou uma petição, quer na Internet quer em papel, com vista ao reconhecimento legal do 12 de novembro como o Dia Nacional da Prevenção da Morte Súbita, para dar a conhecer à população aquela doença fatal e desenvolver ações de consciencialização e informação que conduzam a uma eficaz prevenção.

Segundo a petição, um estudo recente desenvolvido pelo Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC), a Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE) e a Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDI´s (APPPC) revelou que 89 por cento (%) dos portugueses desconhecem que as arritmias cardíacas podem ser fatais e que apenas 2,6 % admitem estar preocupados com esta patologia.

“Como muitas vezes as arritmias não causam sintomas, grande parte da população desconhece os seus riscos, nomeadamente que a morte súbita pode ser a primeira manifestação de uma arritmia”, acrescenta.

A associação alerta que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal, sendo que metade dos óbitos acontece por arritmias.

“Com a petição, pretendemos também sensibilizar as entidades públicas para a urgência de uma maior atenção às arritmias cardíacas”, explica o cardiologista Carlos Morais, presidente da associação.

Sublinha que a deteção precoce permite “uma economia de gastos com saúde, nos internamentos, medicamentos e dias de trabalho”.

A ideia é também sensibilizar a classe médica, em particular o médico de família, para a importância da medição do ritmo cardíaco através da pulsação.

O diagnóstico de uma arritmia é feito em consulta médica, avaliando a história clínica, a história familiar e o exame físico.

O eletrocardiograma é um exame que regista a atividade elétrica do coração e permite identificar o tipo de arritmia.

Muitas vezes, torna-se necessário recorrer a outros exames para diagnosticar com precisão a arritmia e propor o tratamento mais adequado: o ecocardiograma, o Holter e a prova de esforço são exames habitualmente pedidos na avaliação de arritmias.

Os principais sintomas podem passar por palpitações, batimento cardíaco muito irregular, muito rápido ou muito lento, fadiga, vertigens, tonturas, transpiração irregular, cansaço, falta de ar e dor de peito.

Outras manifestações mais graves são a síncope (perda súbita dos sentidos) ou até a morte súbita.

Dependendo do tipo de arritmia, da frequência, sintomatologia e patologia cardíaca subjacente, existem tratamentos que podem passar por fármacos antiarrítmicos, “ablação” por cateter ou a implantação de dispositivos eletrónicos como os pacemakers ou os cardioversores desfibrilhadores.

Uma arritmia é uma perturbação do ritmo dos batimentos cardíacos e pode ter consequências fatais, quando não tratada.

12 de setembro de 2012

@Lusa

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