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Os médicos, responsáveis pelo transplante de células estaminais num homem com leucemia e também infectado pelo vírus VIH, afirmam acreditar que o paciente foi curado da infecção de VIH como resultado de um tratamento à leucemia, em que as células estaminais resistiram ao vírus VIH.
O paciente recebeu um transplante de medula óssea de um doador que tinha naturalmente resistência ao HIV. Isto estava previsto para um perfil genético em que o co-receptor CCR5 consegue impedir o vírus de atingir as células. Primeiramente, o caso foi debatido na Conferência de Retrovirais e Infecções Oportunas de 2008, em Boston, sendo posteriormente publicado, pelos médicos de Berlim, um outro caso semelhante, no New England Journal of Medicin. Eles agora publicaram uma actualização dessa reportagem no jornal Blood, determinando que com base nos resultados de extensivos testes “é legítimo concluir que a cura da infecção de VIH foi conseguida no caso deste paciente.”
A história
O ‘paciente alemão’ é um homem seropositivo que desenvolveu uma Leucemia Mielóide crónica e que, após um tratamento de sucesso, teve uma recaída em 2007, sendo submetido a um transplante de células estaminais. Os médicos escolheram as células estaminais de uma pessoa que tinha um perfil genético fora do comum: uma mutação herdada de ambos os pais que resultou em células CD4 que inibiam o receptor CCR5.
Esta mutação, com o nome CCR5-delta 32 homozigose, está associada a uma diminuição do risco de infecção do HIV. Antes do transplante das células estaminais, o paciente fez vários tratamentos, desde quimioterapia (que eliminou a maioria das células resistentes) à radiação por todo o seu corpo. A terapia antiretroviral deixou de fazer efeito no dia em que o paciente fez o primeiro transplante, o que resultou a ter de fazer um segundo transplante de células estaminais, passados 13 dias do primeiro transplante, devido a uma reincidência no aparecimento de leucemia.
O paciente continuou a receber tratamento imunossupressor durante 38 meses, para evitar uma reinfecção e, aos 5, 24 e 29 meses pós-transplante, foram-lhe realizadas biópsias ao cólon para detectar possíveis falhas-versus-anomalias no intestino. Nestes testes, foram retiradas amostras adicionais para confirmar a existência de sinais da infecção VIH nas células superficiais da mucosa da parede intestinal. O vírus VIH não fora detectado. Dezassete meses depois do transplante, o paciente desenvolveu um sintoma a nível neurológico, para o qual foi necessária uma biópsia ao cérebro e uma punção lombar, de modo a ser retirada uma amostra do fluído cerebrospinal para análise. O VIH também não foi detectado no cérebro nem na medula.
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As informações disponibilizadas são para conhecimento geral e não substituem de forma alguma o conselho médico apropriado em caso de sentir algum sintoma de doença.