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Glaucoma afeta 100 mil portugueses e é principal causa de cegueira em Portugal

Glaucoma afeta 100 mil portugueses e é principal causa de cegueira em Portugal

Diagnóstico tardio da doença pode levar a cegueira

6 de março de 2013 - 14h13

A coordenadora do Grupo Português do Glaucoma da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia disse hoje que o glaucoma afeta cerca de 100 mil portugueses e continua a ser a principal causa de cegueira devido ao diagnóstico tardio da doença.

“É uma patologia frequente, crónica, que provoca cegueira, mas que tem tratamento e quanto mais cedo for diagnosticado, melhor é o prognóstico. A incidência está a aumentar devido ao envelhecimento da população”, afirmou Maria da Luz Freitas em declarações à agência Lusa.

A especialista defende a realização do rastreio aos 40 anos, numa visita de rotina ao oftalmologista. A incidência da doença aumenta a partir desta idade, sendo “esta a altura ideal para as pessoas fazerem consulta de oftalmologia”.

“Como se trata de uma doença silenciosa que, com exceção do glaucoma agudo de ângulo fechado, não dá sintomas nem sinais nas fases precoces da doença. As visitas de rotina ao oftalmologista contribuirão para que o diagnóstico e o tratamento sejam cada vez mais precoces e o número de cegos diminua”, sustentou.

Maria da Luz Freitas falava no âmbito da Semana Mundial do Glaucoma (que decorre de domingo até dia 16) e de uma reunião científica agendada para os próximos dia 15 e 16, no Hotel Vidago Palace, a fim de debater o diagnóstico e seguimento da doença.

A coordenadora do Grupo Português do Glaucoma referiu que à semelhança do que se passa no resto do Mundo, também em Portugal se têm vindo a desenvolver esforços no sentido de dar a conhecer a doença nas suas diferentes formas, assim como o seu diagnóstico e tratamento.

“Portugal dispõe das técnicas de diagnóstico, de tratamento médico e oftalmologistas subespecializados nesta área que praticam as diferentes técnicas cirúrgicas, estando atualizado com o que de melhor se pratica na Europa e nos EUA”, disse.

“As técnicas existem no nosso país, mas para poderem ser utilizadas é fundamental que os doentes procurem os especialistas”, frisou.

O facto de existirem muitos pacientes com a doença em fase muito avançada ou cegos por glaucoma, “não se deve à falta de oftalmologistas, mas sim ao diagnóstico tardio e à falta de conhecimento da possibilidade cirúrgica com técnicas novas, mais seguras, que são alternativa ao tratamento médico quando este não é eficaz”.

O glaucoma é uma doença ou conjunto de doenças de evolução crónica que afetam o nervo ótico, podendo conduzir à perda progressiva de visão, se for deixado sem tratamento, e constitui a segunda causa mais frequente de cegueira a nível mundial (9 milhões de pessoas cegas). Estudos de prevalência recentes apontam para a presença da doença em 1,97% das pessoas com idade superior a 40 anos na Europa.

Lusa

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