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Os portugueses revelam-se pouco familiarizados com as chamadas doenças raras, e apenas um em cada dez conhece pessoalmente alguém que sofra de uma destas doenças, revela um estudo divulgado hoje em Bruxelas pela Comissão Europeia.
Um “eurobarómetro” sobre a “consciência europeia de doenças raras”, publicado hoje por ocasião do quarto dia mundial das doenças raras, revela que apenas metade dos portugueses inquiridos (50 por cento, contra 63 por cento da média comunitária) conhecem a definição certa para estas patologias, ou seja, “doenças que afetam um número limitado de pessoas e que precisam de um cuidado muito específico”.
Questionados sobre doenças concretas, os portugueses revelam um desconhecimento bem acima da média comunitária: apenas 26 por cento ouviram falar de fibrose cística (contra 65 por cento em média na UE), 24 por cento da distrofia muscular de Duchenne (contra 39 por cento), somente sete por cento da doença de Huntigton (31 por cento), apenas oito por cento de osteogénese imperfeita (19 por cento) e 10 por cento de progeria (contra 16 por cento no conjunto dos 27).
Por outro lado, apenas 10 por cento dos portugueses conhecem pessoalmente alguém que tem uma doença rara, contra 17 por cento em média dos europeus.
Por fim, o inquérito revela ainda que mais de metade dos portugueses (51 por cento) concorda totalmente ou tende a concordar com a ideia de que o país tem muitos outros problemas de saúde para fazer das doenças raras uma prioridade, um valor muito mais elevado que a média europeia (39 por cento).
O inquérito foi conduzido entre 25 de novembro e 14 de dezembro de 2010, tendo sido entrevistadas 1.046 pessoas em Portugal.
28 de fevereiro de 2011
Fonte: LUSA/SAPO
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