Perder peso de forma saudável
Precisa de perder alguns quilos depois dos excessos dos últimos meses? Aprenda a emagrecer sem voltar a engordar
Não é difícil recuperar o peso ideal. Mas fazê-lo sem recorrer a dietas demasiado restritivas, findas as quais volta a ganhar o peso perdido, com consequências desastrosas para a sua saúde, isso sim, é difícil.
Para tal, traçámos um plano alimentar à prova do tal efeito iô-iô prejudicial para a saúde e, muito importante, que a vai ajudar a emagrecer sem risco de flacidez.
As regras desta dieta
Numa dieta normal, tem de haver um equilíbrio entre gorduras, proteínas e hidratos de carbono. O equilíbrio consegue-se respeitando os seguintes valores: 60% do total das calorias ingeridas diariamente devem ser provenientes de hidratos de carbono, 15% de proteínas e 25% de gorduras (boas, claro, que é como quem diz, mono e polinsaturadas).
Nesta dieta, vamos aprender a combinar estes macronutrientes de forma equilibrada. As dietas que afectam a massa muscular, por retirarem as proteínas animais, por exemplo, «são muito pouco equilibradas», alerta a dietista Marisa Costa. De facto, nesta dieta, vai notar que deve comer proteínas ao pequeno-almoço, almoço e jantar. As proteínas de alto valor biológico estão nos alimentos de origem animal, mas também se pode ir buscar proteínas «semelhantes» a alguns cereais e leguminosas.
Porquê a importância das proteínas?
Porque são elas (e não só, claro) que alimentam o músculo e, por isso, contribuem para dar um aspecto mais saudável e firme à silhueta. Mas não pense que aumentando a dose de proteínas conseguirá melhores resultados ou mais rápidos. «Se o fizer, e sem apoio médico, poderá provocar insuficiência renal e hepática por dificuldade em metabolizar tanta quantidade de proteína», alerta a dietista.
Por isso, respeite as proporções que lhe apontámos em cima. Para além disso, lembre-se que não é em sete dias que vai conseguir tonificar a silhueta. Este é apenas o início do processo. E, sobretudo, lembre-se que, para o conseguir, é imprescindível fazer exercício físico diário e de forma regular.
Então e os hidratos?
Os hidratos de carbono não devem ser banidos da sua alimentação, ao contrário do que possa pensar. Na verdade, nesta dieta, como em qualquer outra, devem estar presentes todos os grupos alimentares. Só precisa é de escolher os hidratos adequados, o que assenta basicamente em eliminar os de absorção rápida (bolos, açúcar...) e gerir a ingestão dos de absorção lenta (batata, massa, arroz...), em função da sua actividade física, idade e sexo. A explicação para esta regra está relacionada com a relação entre a insulina e a glicose (açúcar). Quando comemos hidratos de carbono de absorção rápida, geramos insulina para controlar o nível de glicose no sangue que dispara com estes alimentos. A insulina baixa os níveis de açúcar e converte-os em gordura, e esta engorda.
Por outro lado, ao baixarmos o aporte de açúcar, o corpo usa as gorduras em reserva para obter a energia de que precisa. Assim, segundo esta teoria, a forma de emagrecer é gerar menos quantidade de insulina dentro dos parâmetros saudáveis. A diminuição de hidratos de carbono numa dieta deve, contudo, ser muito bem vigiada, porque estes são essenciais para o organismo. Se o corpo não os receber, pode começar a «consumir» músculo para ir buscar energia. Para além disso, lembre-se que, «apesar de, para perder peso, os hidratos de carbono devam diminuir em relação à quantidade ingerida anteriormente, é importante que, ao adquirir o peso pretendido, estes voltem a ser introduzidos lentamente», sublinha Marisa Costa.
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As informações disponibilizadas são para conhecimento geral e não substituem de forma alguma o conselho médico apropriado em caso de sentir algum sintoma de doença.