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Hemorragias na perimenopausa e na menopausa

Hemorragias na perimenopausa e na menopausa

Como se processam as alterações dos ciclos menstruais das mulheres

A Dra. Vera Vilhena, ginecologista/obstreta e colaboradora do ConsultaClick.com, esclarece-nos sobre como se processam as hemorragias da perimenopausa e de menopausa no organismo da mulher.

A menopausa corresponde ao momento em que deixa de existir produção hormonal pelos ovários, o que se traduz, nomeadamente, na cessação dos ciclos menstruais. Embora algumas mulheres possam deixar de menstruar abruptamente, muitas irão notar ciclos irregulares, por vezes com longos períodos de tempo entre menstruações, até que as mesmas cessem permanentemente. Apenas se considera menopausa quando ocorrer um mínimo de 12 meses sem menstruação.

 

Na perimenopausa, as alterações nos níveis hormonais, interferem com a ovulação. Se não ocorrer ovulação, a produção mantida de uma das hormonas ováricas (o estrogénio) estimula o crescimento do endométrio (camada de revestimento da cavidade uterina) até que a determinada altura ocorre hemorragia, geralmente irregular e em quantidades variáveis, causada pela descamação dessa camada de tecido. Este desequilíbrio hormonal pode também resultar no aparecimento de pólipos, hiperplasias ou cancro do endométrio. Outras possíveis causas de hemorragia uterina anormal são a presença de miomas ou a existência de uma gravidez.

Apesar das menstruações irregulares serem comuns nesta fase da vida da mulher, é sempre importante uma avaliação da situação nos casos em que existe hemorragias abundantes e/ou prolongadas, ou fatores de risco para cancro do endométrio, tais como obesidade, diabetes, ou hipertensão arterial. A avaliação, geralmente será feita através de exames imagiológicos (ecografica ginecológica) e histeroscopia (visualização direta do interior do útero).

A causa da hemorragia uterina anormal deve ser determinada, de forma a adequar a respetiva atitute clínica e eventual terapêutica. A terapêutica destas situações engloba uma larga gama de opções, desde a terapia hormonal até à cirurgia para remoção do útero, pelo que deve ser individualizada caso a caso.

 

 

Texto: Vera Vilhena, ginecologista/obstreta e colaboradora do ConsultaClick.com

 

 

 

 

A responsabilidade editorial e científica desta informação pertence ao blog

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