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Consulta de fertilidade

Consulta de fertilidade

Quando deve recorrer a ela e quais os exames médicos que são realizados

A infertilidade define a incapacidade de um casal conceber depois de, pelo menos, um ano de relacionamento sexual regular sem qualquer proteção.

De acordo com a Associação Portuguesa de Infertilidade, afeta, em Portugal, 15 a 20% dos casais em idade reprodutiva. Se tenta engravidar há algum tempo sem sucesso, não aguarde mais.

A consulta de fertilidade é simples e, como refere Alexandre Lourenço, obstetra especialista em fertilidade, «não se trata de perceber de quem é a culpa». «Após a primeira consulta do historial clínico do homem e da mulher, deve ser realizado um conjunto de exames, um espermograma para avaliar o tipo e o número de espermatozoides, nos homens, assim como análises hormonais à mulher, uma histerossalpingografia (HSG) para ver se as trompas estão permeáveis, além de uma ecografia ginecológica, que dá a ideia da qualidade uterina», indica o especialista.

Perante as causas mais comuns de infertilidade, nomeadamente obstrução das trompas ou problemas na ovulação, nas mulheres, e o número ou mobilidade reduzidos dos espermatozoides, nos homens, a maior parte das consultas de fertilidade termina com a boa notícia. «Três a quatro meses após a primeira consulta, talvez já  possamos dar alguma resposta ao casal, embora no Sistema Nacional de Saúde possa levar dois anos ou mais», refere o obstetra.

A quem se destina


A consulta de fertilidade está indicada para casais com um ano de tentativas de conceção sem resultados ou, ao fim de seis meses, se a mulher tiver mais de 35 anos.


Texto: Fátima Lopes Cardoso com Alexandre Lourenço (obstetra especialista em fertilidade)

A responsabilidade editorial desta informação é da revista

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