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Idade sénior

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Super avós

Regras do jogo

Os problemas frequentes com os avós podem surgir quando lhes é atribuído demasiado espaço na educação e existe a percepção de incompetência na forma como os netos são educados

Teresa Lobato de Faria exemplifica: «a percepção de que os pais são demasiado jovens, a presença de discórdias nas formas de educar ou no facto dos avós passarem demasiado tempo com os netos e assumirem-se erradamente como pais».

Na opinião de Alcina Rosa, uma das soluções passa por estabelecer os limites. «É importante definir um esquema de regras que deve ser cumprido. Os avós são naturalmente mais permissivos, mas as crianças devem ter as mesmas regras nas duas casas», recorda.

A especialista deixa ainda uma regra essencial para o diálogo com os avós: «cabe ao pai/mãe falar com o respectivo pai/mãe. Posso zangar-me com a minha mãe e mais tarde acabamos por fazer as pazes. O mesmo já não se pode dizer da relação nora/sogra, o que pode até gerar tensões no casal».

Emoções na balança

O convívio com os avós é sempre desejado desde que, reforça Teresa Lobato de Faria, «a relação seja saudável e construtiva. O cuidado está na quantidade de tempo que passam com os avós».

Se os pais estão presentes e têm casa própria, é desejável que a criança passe com os estes, no mínimo, o mesmo tempo que passa com os avós. «Senão arriscamo nos a criar conflitos na educação, onde pais e avós se sentem com igual autoridade face às crianças, que por sua vez ficam confusas, sem saber a quem obedecer», alerta Teresa Lobato de Faria.

«A criança precisa de uma boa definição de papéis, para se sentir segura no seu dia-a-dia e na sua vida. A ideia de que a criança pequena dorme em casa dos avós durante a semana devido à proximidade da escola provoca dificuldades de adaptação social, emocional e académica na pré-adolescência, quando os pais resolvem que é tempo de viver com os filhos», diz a especialista, sublinhando que «o convívio permanente com os pais pode tornar-se artificial e difícil».

A separação dos netos também pode não ser fácil para os avós. «Ter de enfrentar a situação pode fazer com que vivam novamente a síndrome do “ninho vazio”, já experimentada quando os próprios filhos saíram de casa», adverte a psicóloga.

Veja na página seguinte: O papel central dos avós e as cinco regras básicas que devem seguir

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