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15 grandes avanços na saúde

Fique a par das descobertas que ficaram na história da Medicina dos últimos 15 anos. Revelamos-lhe ainda o que dizem os indicadores sobre a evolução da saúde em Portugal, nos últimos anos

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Cápsula endoscópica

Cápsula endoscópica

Uma técnica que permite analisar, sem incómodos para o paciente, a hemorragia digestiva crónica e estudar o cólon

Primeiro, o paciente engole uma cápsula com 11 por 30 milímetros. Depois, um aparelho de registo de imagens é colocado à sua cintura. Nas seis a oito horas seguintes, a sua vida decorre sem alterações.

Quando regressa ao hospital, as imagens são transferidas para um computador. A cápsula é eliminada nas fezes um a dois dias depois. E já está.

Parece fácil? E é. Na verdade, uma das grandes vantagens da cápsula endoscópica é, precisamente, a comodidade para os pacientes.

A outra mais-valia está no facto de permitir visualizar áreas do intestino delgado impossíveis de explorar com a endoscopia convencional, esclarece um documento oficial da Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (SPED).

Administrada a nível mundial desde 2001 e presente em Portugal desde 2003, a cápsula foi desenvolvida por cientistas israelitas e ingleses no final dos anos 90. Cerca de 15 anos depois, é considerada um dos grandes avanços da área da endoscopia. Explicamos-lhe porquê.

Nova lógica

Sabia que a primeira inspiração para a criação de um endoscópio veio dos artistas engolidores de sabres?

«No final do século XIX, Kussmaul desenvolveu um aparelho de 47 centímetros de comprimento e 15 milímetros de diâmetro que lhes permitiu efectuar as primeiras esofagoscopias rígidas», explica Jorge Esteves, gastroenterologista no Centro Hospitalar de Lisboa Central e Secretário Geral da Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (SPED). Para saber mais sobre a endoscopia clique aqui.

Entretanto, foram muitas as transformações sofridas pela endoscopia ao longo dos tempos.

Enquanto exame do interior de certos órgãos ou cavidades do corpo humano, começou por ser feita por aparelhos rígidos, que foram aperfeiçoados até se tornarem flexíveis (fibroendoscópios) e, portanto, menos incómodos. Paralelamente, foram-se tornando mais finos e passaram a incluir tecnologia para a transmissão de imagem.

No entanto, apesar de todos os progressos, sempre se manteve o princípio de inserir um tubo pela cavidade do organismo em estudo. Até que, no início do século XXI, a cápsula endoscópica veio alterar este paradigma.

Veja na página seguinte: Como funciona esta técnica

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