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A palavra colonoscopia resulta da aglutinação da palavra cólon (parte final do intestino grosso) e do termo escopo, que significa olhar ou observar.
Este é, portanto, um exame de observação daquela parte do organismo, mas, conforme explica o gastroenterologista António Curado, vai mais longe que isso.
«Permite não só ver a mucosa mas também colher amostras de eventuais lesões (biópsias) para análise histológica de tecidos, bem como remover pólipos que serão igualmente analisados».
De acordo com o especialista, «a técnica de remoção dos pólipos é, desde logo, uma importante atitude terapêutica com reflexos na prevenção do cancro colo-rectal».
Em que consiste
A colonoscopia realiza-se introduzindo no ânus um tubo flexível com uma câmara no extremo, depois de fazer um toque rectal. Desta forma, é possível visualizar todo o intestino grosso e, eventualmente, a parte final do delgado.
Quem precisa de fazer este exame
O seu médico poderá indicar-lhe que faça uma colonoscopia se tiver uma hemorragia digestiva baixa ou uma anemia crónica com ferro baixo na qual já tenham sido descartadas outras causas.
Este é também um exame indicado no seguimento e/ou controlo de doença inflamatória crónica intestinal (colite ulcerosa e doença de Cröhn) e de casos de cancro do cólon.
De acordo com António Curado, dado o aumento da taxa de incidência de cancro colorectal, actualmente considera-se adequado fazer este exame a toda a população maior de 50 anos.
Por outro lado, «as pessoas que tenham um familiar em primeiro grau com o diagnóstico de pólipos ou tumor rectocólico devem fazer a colonoscopia pelo menos 10 anos antes da idade durante a qual foi diagnosticada a doença ao seu familiar», alerta.
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As informações disponibilizadas são para conhecimento geral e não substituem de forma alguma o conselho médico apropriado em caso de sentir algum sintoma de doença.