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Ressonância magnética nuclear

Ressonância magnética nuclear

Características e importância desta técnica de diagnóstico explicadas por um médico radiologista

Imagine que era possível distinguir um tecido saudável de um tecido doente através de um exame não invasivo do organismo e sem radiação ionizante como a do raio X. Este seria, o grande objectivo de Raymond Damadian, o investigador que, em 1970, descobriu que a técnica da ressonância magnética nuclear poderia ser usada como método de diagnóstico.

«Pela primeira vez, regiões do corpo humano como o cérebro, a espinal medula, mas também o sistema músculo-esquelético, a pélvis, o coração e as veias puderam ser retratados sem qualquer manipulação invasiva e de uma forma que antes só era possível através de um exame directo durante uma operação ou no decorrer de uma autópsia», refere a Universidade de Manchester num documento online sobre a história desta técnica.

Para percebermos como funciona, como surgiu e as potencialidades deste método de diagnóstico, falámos com Nuno Jalles Tavares, médico-radiologista na clínica Ressonância Magnética de Caselas.

A técnica

Um conjunto de átomos é estimulado por um campo magnético forte. Paralelamente, são emitidos sinais de rádio de baixa intensidade e monitorizada a forma como ressoam.

O tempo de resposta dos átomos activados pelo campo magnético varia dependendo do material que estiver a ser examinado: «Núcleos do mesmo tipo experimentam frequências de ressonância diferentes, dependendo da composição química e do efeito causado pelos campos magnéticos dos electrões nas moléculas», explica Nuno Jalles.

Veja na página seguinte: As mais-valias deste método de diagnóstico

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