Falta de lubrificação vaginal
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A anosmia é o termo técnico para a perda total do sentido do olfato. Quando essa perda é apenas parcial (situação mais frequente), dá-se o nome de hiposmia. Dentro das alterações do olfato existem ainda as disosmias, que correspondem a sensações alteradas do olfato.
Todas estas alterações estão, muitas vezes, associadas a perturbações do paladar. Saiba ainda que cerca de 80% do sabor de uma refeição resulta do input olfativo.
Existem múltiplas causas que justificam alterações de olfato. Podem dividir-se em três grupos:
- Patologia da mucosa nasal (rinite, sinusite)
- Obstrução da fossa nasal (pólipos, tumores, deformidades do septo nasal)
- Lesões neurológicas (traumatismos crânio-encefálicos, envelhecimento, Alzheimer, neoplasias cerebrais, entre outros)
A doença de Alzheimer e a doença de Parkinson estão associadas a uma diminuição do olfato, sendo que esta alteração é, por vezes, o primeiro sintoma destas doenças.
Sintomas
A anosmia é, em si, um sintoma e não uma doença. Reflete a presença de outras alterações patológicas como a rinite ou a sinusite, cujos sintomas são: congestão nasal e rinorreia.
Diagnóstico
O diagnóstico começa pelas queixas de perda de olfato e, muitas de vezes, de paladar. Para tentar objetivar a causa tem de se proceder ao exame das fossas nasais, hoje em dia com o auxílio de endoscópios. Os exames imagiológicos podem também ser úteis, como por exemplo a TAC e a RMN. Para caracterizar o tipo de perda de olfato de forma mais específica existem kits com múltiplos odores, que são dados a cheirar ao doente, e assim tentar perceber e qualificar o tipo de perda olfativa.
Tratamento
Cada causa tem o seu tratamento. Nas situações de perda olfativa aguda relacionada com infeções virais ou com a alergia, o tratamento passa pelo controlo dessas situações. No caso da polipose nasal, o tratamento cirúrgico pode ser recomendado como forma de desobstrução das fossas nasais. Existem, no entanto, situações de perda olfativa irreversível, como em certos traumatismos crânio-encefálicos, com lesão dos filetes olfativos, e em situações de degenerescência neuronal ou em patologia oncológica.
Revisão científica: Paulo Gonçalves (otorrinolaringologista, coordenador da Comissão de Rinologia da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial)
A responsabilidade editorial desta informação é da revista

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As informações disponibilizadas são para conhecimento geral e não substituem de forma alguma o conselho médico apropriado em caso de sentir algum sintoma de doença.