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Dossier

Saúde urológica

As doenças urológicas podem ser silenciosas. O alerta é da Associação Portuguesa de Urologia, que aconselha todos os homens a partir dos 45 anos a consultar um médico. Fique a conhecer os sintomas das principais patologias e proteja a sua saúde.

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Disfunção erétil

Disfunção erétil

Como prevenir e tratar um problema urológico que impede uma vida sexual satisfatória

A disfunção erétil (DE), anteriormente conhecida por impotência, é definida como a  incapacidade persistente em obter e/ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória.

«É uma doença muito frequente, estimando-se que cerca de 50% dos portugueses apresentem algum grau de DE. Apesar de ser uma doença  benigna, altera de forma muito significativa a qualidade de vida do doente e do casal», explica Nuno Tomada, especialista em Urologia no Hospital de São João.

Diversos  estudos relacionam o risco de DE com fatores de risco cardiovascular potencialmente modificáveis, como a hipertensão, a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e a  elevação do colesterol. Nuno Tomada indica que «o bom funcionamento do endotélio (o revestimento interior dos vasos sanguíneos) é alterado pela agressão sistemática destes fatores de risco.

A disfunção daí resultante pode ser expressa mais precocemente em artérias de menor  calibre como as artérias cavernosas no interior do pénis e, assim, alertar para a presença de uma doença arterial mais disseminada». Sabe-se que a DE precede em cerca de três anos um evento cardiovascular, como, por exemplo, o enfarte do  miocárdio. «Assim, a presença de DE ao constituir um sinal de alarme de doença arterial deverá  não só obrigar a um estudo vascular minucioso, como também motivar a implementação de medidas que visem a alteração dos fatores de risco cardiovascular», alerta o  urologista.

Como prevenir

A mais importante medida de prevenção é, portanto, a vigilância médica atempada. «Geralmente, o doente chega à consulta depois de ter sido reencaminhado pelo médico de família ou colegas de algumas especialidades que já o acompanham», diz Nuno  Tomada, responsável por uma consulta de DE no Hospital de São João. Idealmente, deverá ser uma consulta de casal «ainda que o doente venha muitas vezes sozinho numa primeira consulta».

Além da recolha da história clínica, o especialista deve tentar saber se existem mitos associados à DE, medicação por autoiniciativa e alguma componente psicogénica. «Quando confirmo que o paciente tem realmente uma DE com algum grau de gravidade, persistente durante três a seis meses, que sugira uma patologia orgânica, solicito exame físico sumário para avaliação de outras doenças», avança Nuno Tomada.

Veja na página seguinte: Como tratar esta doença urológica e o risco de obesidade a ela associado

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