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A estenose aórtica é uma das doenças cardíacas mais comuns na terceira idade, afecta a qualidade de vida da população portuguesa com mais de 75 anos.
Fadiga, dor no peito, dificuldade em respirar e desmaios são alguns sintomas que muitas vezes se associa ao avançar da idade mas podem ser também sinal de existência de uma das doenças cardiovasculares que mais atinge os idosos acima dos 75 anos.
Estima-se mesmo que, em Portugal, esta patologia afete um em cada 15 portugueses com mais de 80 anos. A estenose aórtica manifesta em situações de aperto da válvula aórtica, cuja função é evitar que o sangue bombeado pelo coração volte para trás. Quando existe este estrangulamento, o sangue passa com dificuldade, provocando cansaço, dor peitoral e desmaios.
As melhorias produzidas pelos medicamentos são limitadas e não evitam as complicações mais graves provocadas pela exaustão cardíaca que, após os primeiros sintomas e nos apertos de alto grau, conduz à morte de metade dos doentes no primeiro ano. «Até há pouco tempo, a estenose aórtica grave só podia ser tratada através de um procedimento cirúrgico de peito aberto para substituição da válvula aórtica por uma prótese cirúrgica (biológica ou mecânica)», sublinha Rui Campante Teles, cardiologista de intervenção no Hospital de Santa Cruz.
Contudo, hoje em dia, já é possível devolver qualidade de vida aos mais idosos, através da técnica de implante percutâneo da válvula aórtica (TAVI), um procedimento que permite tratar com sucesso os doentes com estenose aórtica grave, em idade avançada, que não têm indicação para cirurgia», refere o especialista.
Em todo o mundo, mais de 300 mil pessoas sofrem de estenose aórtica grave e, em Portugal, estima-se que esta patologia possa afectar cerca de 20.000 pessoas. A TAVI permite a substituição não-cirúrgica da válvula aórtica em doentes com estenose aórtica grave inoperáveis ou que apresentam um risco muito elevado para a cirurgia de coração aberto.
«O tratamento percutâneo é uma das mais importantes inovações da cardiologia, uma vez que não sendo necessária a abertura da caixa torácica e anestesia profunda, os doentes recuperam de forma célere a sua autonomia e qualidade de vida», assegura o especialista.
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