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Pedras nos rins

Pedras nos rins

Saiba como acabar com a litíase do aparelho urinário

Chama-se litíase do aparelho urinário, aquilo que vulgarmente se designa por “pedra no rim” e representa para a Urologia, a terceira causa de doença logo a seguir às patologias da próstata e da ida do doente à consulta.

A litíase do aparelho urinário também é conhecida por “pedra” ou “cálculo no rim” e causa os maiores incómodos a homens e mulheres de todas as idades. “As principais causas são malformações congénitas ou adquiridas, a deficiente alimentação ou hidratação”, afirma o urologista Paulo Guimarães, para acrescentar que também podem surgir na sequência de traumatismos do aparelho urinário.

Referindo-se à natureza das pedras, este especialista, Director do Serviço de Urologia do Hospital da Força Aérea, sublinha que as mais importantes são as de cálcio, e entre elas, as de oxalato de cálcio mono ou de hidratado, ácido úrico e, mais raramente, as de infecção urinária e de cistina. Em Portugal, os cálculos de cálcio constituem cerca de 85% de todos os cálculos.

Os de oxalato de cálcio (com vários subtipos) são os mais frequentes (30%-35%) seguidos dos mistos de oxalato e fosfato de cálcio (30%-35%) e fosfato de cálcio (5%) puros. Os restantes tipos são os de estruvite - fosfato de amónio magnesiano (15%-20%), ácido úrico (10%) e cistina (2%). Outros tipos de cálculos apresentam uma incidência residual (xantinas, indinavir, sílica e trianterene).

Paulo Guimarães volta a referir a deficiente hidratação ou a má alimentação como a causa mais frequente para o aparecimento da pedra no rim nos dias de hoje. “Quer dizer que as pessoas bebem pouca água de acordo com as suas necessidades e utilizam muito fast-food, em detrimento da dieta mediterrânica - a alimentação saudável dos nossos avós.”

É por isso que a obesidade vai ser um dos maiores problemas do nosso século, com implicações severas sobre a formação dos cálculos do aparelho urinário e com sequelas (cicatrizes) nos rins.

A terapêutica de hoje em dia deixou de ser por incisão de lombotomia, para utilizar métodos cirúrgicos minimamente invasivos. Entre eles são de destacar a litotrícia extra-corporal por ondas de choque (LEOC), que utiliza raios de ultra-som para provocar a implosão dos cálculos resultando em pedrinhas com uma dimensão inferior a 6 milímetros e que serão expulsas pelo excretor até ao exterior.

Segundo o especialista, só muito excepcionalmente este sistema é utilizado para cálculos do ureter ou da bexiga. “No rim ainda se pode utilizar a cirurgia percutânea através de um ou dois furos na pele dirigindo um aparelho com fibra óptica até ao rim.”.

Já no ureter, é sobretudo utilizada tecnologia com aparelhos rígidos ou flexíveis (Ureterorrenoscópio), que podem conduzir todo o material de destruição dos cálculos desde os ultra-sons até ao laser.

Por esta via - sublinha o urologista - pode ser conduzido todo o resto do material de extracção como, por exemplo, pinças ou cestos onde são colocados os fragmentos dos cálculos.

Para a bexiga são utilizados aparelhos semelhantes aos descritos atrás, embora os cálculos da bexiga sejam muito raros no nosso País. O único país do mundo onde são muito frequentes os cálculos de origem na bexiga é no Egipto, devido à schistosomíase endémica.

O médico defende que para tratar dos cálculos do aparelho urinário, é necessária uma unidade médico-cirúrgica devidamente equipada com todos os aparelhos e com pessoal médico devidamente treinado para o tratamento da litíase desde os primeiros sintomas, incluindo a cólica renal, que se pensa ser a dor mais violenta descrita na Medicina.

Paulo Guimarães sublinha ainda que não vale a pena ter qualquer um destes vectores e não ter o outro, já que nada é possível realizar sem as armas e o treino necessário para conseguir os melhores resultados.

 

Palmira Correia

Maio 2011

 

ABC da Saúde

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