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Tiroidite linfocítica

Tiroidite linfocítica

Uma inflamação da glândula tiroideia que pode provocar hipertiroidismo ou hipotiroidismo

Tiroidite de Hashimoto, também denominada tiroidite linfocítica, é o tipo mais frequente de tiroidite.

Ocorre uma reação autoimune que cria anticorpos que atacam a glândula tiroide. Quando a tiroidite é descoberta, a glândula tiroide está hipo funcionante em aproximadamente 20 por cento dos casos.

Neste caso não existe tratamento específico para a doença autoimune.

A maior parte dos doentes desenvolve hipotiroidismo e é-lhes prescrito um tratamento de substituição com hormona tiroideia. Quanto a sintomas, pode começar com um aumento indolor do tamanho da glândula tiroide e apresentar, ao toque, uma textura irregular e dura. A tiroidite granulomatosa subaguda aparece depois de uma infeção viral e começa habitualmente com uma dor no pescoço, localizada na tiroide. Esta inflamação faz com que a glândula tiroide liberte uma quantidade excessiva de hormonas tiroideias que levam ao aparecimento de hipertiroidismo, muitas vezes seguido de um hipotiroidismo transitório.

Este tipo de tiroidite evolui para cura espontânea em poucos meses, embora por vezes surjam recaídas. Há casos raros em que pode causar uma lesão bastante grave na glândula tiroide e passar a um hipotiroidismo permanente. O ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios não esteroides aliviam a dor e a inflamação. Para os casos muito graves, o médico pode recomendar corticosteroides.

Quanto a sintomas, é de referir que a glândula tiroide torna-se cada vez mais dolorosa e o paciente pode ter febre baixa. É frequente os doentes sentirem-se muito cansados. Já a tiroidite pós-parto é uma forma temporária de tiroidite que surge em cerca de 10 por cento das mulheres, habitualmente entre três a 12 meses, depois do parto. Com esta inflamação, a tiroide liberta as hormonas que tem armazenadas. Estas entram na circulação sanguínea e provocam hipertiroidismo.

O tratamento vai depender da decisão do especialista que segue a paciente que será mantida em vigilância por um período prolongado, mesmo que a tiroide volte a funcionar normalmente. Bócio, ritmo cardíaco acelerado e ansiedade são alguns efeitos desta tiroidite. Alguns meses depois, a tiroide volta a funcionar normalmente, mas também pode acontecer que fique hipotiroideia.


Revisão científica: Jácome de Castro (diretor do Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Hospital Militar Principal)

A responsabilidade editorial desta informação é da revista


ABC da Saúde

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