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Raiva

Raiva

Descubra os casos em que se justifica a administração desta vacina

A vacina da raiva promove a protecção contra a infecção pelo vírus da raiva. Este virus, do género Lyssavirus, infecta animais domésticos e selvagens (cães, gatos, raposas, morcegos, macacos), sendo transmitida através do contacto com a saliva, após mordedura.

A maioria dos casos é quase sempre fatal, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.


Os primeiros sintomas podem ser dor de cabeça, febre, mal-estar e alterações sensoriais no local da mordedura. 

Posteriormente, irritabilidade, agitação, medo de estar ao ar livre e alucinações são outros sinais comuns. Em alguns casos, esta doença provoca hidrofobia (medo da água) e progride para delírio e convulsões, podendo levar à morte, alguns dias ou meses após a infecção.

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a exposição a cães infectados é a causa de mais de 99 por cento das mortes por raiva. Todos os anos, morrem devido a esta doença cerca de 55 mil pessoas em todo o mundo. «A grande maioria destas mortes ocorre em África e na Ásia», relata a OMS, sendo a vacinação o principal método de prevenção.

Quem deve tomar a vacina

Portugal não faz parte dos países afectados por esta doença. A vacina contra a raiva é recomendada a pessoas que vão viajar para áreas endémicas, especialmente viajantes que tenham contacto directo com animais potencialmente raivosos, como médicos veterinários, espeleólogos e outros indivíduos que lidem com animais selvagens, ou turistas de aventura.

A maioria dos viajantes que permanece em estâncias turísticas de países endémicos tem um baixo risco de contrair o vírus.

Pessoas de áreas endémicas que trabalhem ou residam em zonas carenciadas onde circulam animais domésticos, especialmente cães e gatos, também estão em risco de contrair a doença. 

Quando deve ser administrada

A vacina contra a raiva é administrada em duas situações distintas:

  • Para proteger as pessoas que irão estar expostas ao vírus. Neste caso a vacina é aplicada em três doses, administradas no mesmo mês, com um intervalo de sete dias entre a primeira e a segunda. A terceira dose é aplicada 21 a 28 dias depois da primeira. São recomendados reforços dois a três anos depois, dependendo do risco de exposição.
  • Para evitar a evolução da infecção, após a mordedura de um animal suspeito de estar infectado.

Veja na página seguinte: Casos contra-indicados e reacções secundárias da vacina

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