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Serralha

Serralha

A planta que melhora a digestão e estimula o apetite

É uma planta medicinal, muitas vezes desprestigiada como
erva-daninha, que cresce espontaneamente em várias partes do mundo, incluindo Portugal.

Apesar de ser também conhecida como leituga (porque produz uma secreção leitosa), o seu nome em latim (sonchus oleraceus) indica que não pertence ao género lactuca, o mesmo da alface (lactuca sativa).

Antes, pertence à mesma família do dente-de-leão, alcachofra e cardo mariano, plantas que também têm uma forte acção sobre o fígado. Embora os estudos ainda estejam numa fase inicial, a serralha demonstrou uma acção inibidora do cancro do estômago que atingiu os 65%, de acordo com o Nutrition Research and Practice, de 2007.

Os estudos como antidepressivo e ansiolítico também são promissores. Na dose de 100 a 300 mg/kg, em vários testes com modelos animais, a serralha apresentou resultados tão positivos como o fármaco antidepressivo amitriptilina (100 mg/kg) e o ansiolítico clonazepam (0.5 mg/kg).

Princípios activos

É muito rica em ferro, cálcio e fósforo, vitaminas A, D e E. Contém flavonóides com acção adstringente e antioxidante, princípios amargos estimulantes do estômago e desintoxicantes hepáticos, compostos fenólicos e taninos com acção antioxidante e anticancerígena.

Principais propriedades

É uma das plantas usadas na desintoxicação do fígado, estimulando a digestão e aumentando a produção de bílis (acção colagoga) pela vesícula biliar. Se ingerida em chá, antes das refeições, estimula o apetite.

É anti-inflamatória e antinocepciva (actua sobre os receptores do sistema nervoso específicos da dor – nociceptores). Esta acção justifica a sua aplicação em vários tipos de dores: endógenas (sobretudo, dores de estômago e do intestino) e exógenas (através de cataplasmas para dores reumáticas e lesões traumáticas).

Outras propriedades

Estudos recentes confirmam a sua aplicação como antidepressivo e ansiolítico, acções que serão complementadas pelo facto de actuar a nível do fígado (uma característica comum a quase todas as plantas antidepressivas) e de ter uma acção antinoceptiva. A junção destas características fitofisiológicas justificam a sua acção como coadjuvante no tratamento da fibromialgia.

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