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Visco branco

Visco branco

Veja como pode utilizar esta planta que ajuda a protegê-lo dos mais diversos vírus

Foram realizados mais de 30 estudos clínicos na Europa, que comprovam que o visco branco aumenta a sobrevivência e a qualidade de vida em pacientes com vários tipos de cancro, reduzindo os efeitos adversos da radio e quimioterapia.

Um estudo publicado em 2007 demonstrou que o visco aumenta, em ratos imunizados com um vírusinfluenza (H1N1) inactivado, os antigénios e linfócitos específicos que combatem este vírus.

Planta sagrada nas tradições celtas, o visco branco não é considerado um parasita porque não prejudica as árvores sobre as quais cresce. Em Portugal, surge principalmente no norte, em choupos e tílias.

Princípios activos

Contém glucoproteínas (lectinas), polipeptídeos (viscotoxinas), ácido víscico, oligossacáridos e linhanos com actividade citotóxica (inibidora do crescimento de tumores malignos) e imunoestimulante. Aumenta a produção e eficácia de células do sistema imunitário com forte acção antiviral e anticancerígena. Contém ainda um glucósido cardiotónico (viscoflavina), com acção hipotensora.

Principais propriedades

Estimula o sistema imunitário, aumentando a capacidade de cura contra vírus (H1N1, HIV e influenza) e células cancerígenas. Através da acção antiviral directa e inibição de mecanismos metabólicos da célula cancerígena, impede o seu crescimento e estimula a sua apoptose (morte celular).  

Por outro lado, aumenta a produção pelo sistema imunitário de células de defesa contra vírus bem como a sua actividade fagocitária (de eliminação dos vírus) e citotóxica (contra células cancerígenas). É hipotensor, reduz a pressão arterial. Aumenta a regeneração das células hematopioeticas após irradiação por raios-X e quimioterapia, evitando a anemia nestes pacientes.

Administração

  • Extracto líquido: 30 a 40 gotas duas a três vezes ao dia.
  • Extracto seco: 200 a 400 mg por dia.
Em alguns países com grande tradição na utilização do visco, como a Alemanha, é utilizado em Oncologia por via endovenosa.


Precauções


As bagas são tóxicas, por isso só se utilizam as folhas e os rebentos na composição dos suplementos alimentares.

Vapores com óleos essenciais antivirais

É um tratamento clássico da Naturopatia e consiste em colocar num recipiente com água a ferver ou num aparelho de aerossol óleos essenciais com propriedades antivirais. Os mais eficazes são o tomilho e o eucalipto. Pode inalar-se directamente o vapor para obter uma acção antiviral directa sobre os vírus que possam ter infectado o aparelho respiratório e para obter um efeito mucolítico (facilitar a eliminação da expectoração). Também se podem fazer vaporizações em todas as divisões da casa para eliminar o máximo de vírus do ambiente.


Texto: João Beles (naturopata, coordenador do curso de Naturopatia do Instituto de Medicina Tradicional de Lisboa)

A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista


ABC da Saúde

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