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15 grandes avanços na saúde

Fique a par das descobertas que ficaram na história da Medicina dos últimos 15 anos. Revelamos-lhe ainda o que dizem os indicadores sobre a evolução da saúde em Portugal, nos últimos anos

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Pacemaker de segunda geração

Pacemaker de segunda geração

Há um ano, este aparelho deu início a uma nova era da saúde cardiovascular em Portugal

Em 2009, o Hospital de Santa Maria foi pioneiro, em Portugal, na colocação de um novo dispositivo cardíaco - o pacemaker de segunda geração - considerado um marco na história dos dispositivos cardíacos implantáveis.

Um ano depois, o exemplo foi seguido por mais sete hospitais portugueses. 

O que o torna inovador? O facto de ser compatível com a ressonância magnética, «o exame com maior capacidade de diagnóstico de lesões ainda em fase inicial e que é importante para diagnosticar precocemente doenças mortais como o cancro, o AVC ou outras doenças neurológicas», sublinha Manuel Carrageta, cardiologista e presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

De facto, até o aparecimento do pacemaker de segunda geração, «os doentes estavam impedidos de realizar a ressonância magnética dado que o aparelho ficaria danificado e poderia ocorrer uma queimadura interna dos tecidos no local do seu implante», explica Manuel Carrageta.

Este novo dispositivo, criado pela Medtronic, é feito de componentes não magnetizáveis para que as ondas electromagnéticas da ressonância magnética não afectem o dispositivo. Desta forma, pode ser utilizado durante este exame sem apresentar riscos para o doente, possibilitando assim o diagnóstico precoce de doenças oncológicas e neurológicas.

A «mecânica» do ritmo cardíaco

Como explica o cardiologista, no nosso coração, «os estímulos nascem ritmicamente a partir do nódulo sinusal, situado na aurícula direita, e têm de passar pelo nódulo auriculoventricular que se situa entre as aurículas e os ventrículos. Há pessoas que têm esse nódulo bloqueado. Com a idade, ele vai perdendo a capacidade de conduzir os estímulos.»

Na prática, quando há um bloqueio auriculoventricular, descreve Manuel Carrageta, «o coração bate muito devagar, cerca de 30 pulsações por minuto. Nestes casos, as pessoas ficam sem energia, sem equilíbrio, sonolentas, sem forças e, podem até desmaiar, porque a quantidade de sangue que é enviada para todo o organismo é insuficiente.»

Neste casos de bloqueio auriculoventricular, o pacemaker – o marcador de ritmo – surge como a solução necessária e indispensável para regular o ritmo do coração.

Veja na página seguinte: O funcionamento do pacemaker e a cirurgia

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