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Rastreio da Hepatite B

Trata-se de uma análise ao sangue que permite detectar anti-corpos do vírus da Hepatite B. Este vírus ataca as células do fígado e pode provocar cancro, cirrose ou falência hepática. A contaminação é feita através do sangue, da saliva, do sémen, das secreções vaginais e do leite materno.

Deve efectuar este teste se consumiu drogas injectáveis; se tem, ou teve, múltiplos parceiros sexuais ou infecções sexualmente transmissíveis; se está contaminado com o VIH/SIDA.

Este exame também se justifica caso tenha feito tatuagens ou piercings com instrumentos não esterilizados; se esteve ou está preso. Actualmente as transfusões sanguíneas não são um factor de risco, porque todo o sangue transfundido é objecto de investigação e desinfecção.

Rastreio da Hepatite C


O teste mais utilizado é a pesquisa no sangue de anticorpos do vírus da Hepatite C. Tal como o vírus anterior, este ataca as células do fígado e pode provocar cirrose hepática, sendo mais raro provocar cancro. A contaminação é feita essencialmente por via sanguínea.

Aconselha-se a realização do rastreio quando se consome ou consumiu drogas injectáveis; se fez uma tatuagem ou um piercings com instrumentos não esterilizados, se se partilharam objectos cortantes que possam ter estado em contacto com sangue (lâminas, tesouras, escovas...). Também deve ser feito se as análises de função hepática (transaminases ou aminotransferases) estiverem elevadas.

Colonoscopia

colonoscopia, um exame ao interior do intestino grosso, é muito importante para o diagnóstico precoce do cancro do cólon. É obrigatório ser feito aos 50 anos, devendo ser repetido de cinco em cinco anos se os resultados forem normais. Em caso de pólipos, doenças inflamatórias crónicas (como a colite ulcerosa e a Doença de Cröhn) ou antecedentes familiares (pais, avós ou tios) de doenças ou tumores intestinais, o médico gastrenterologista pode recomendar outra periodicidade.

Deve também ser feito em casos de anemia crónica sem explicação aparente, perdas de sangue pelo ânus, diarreias persistentes ou alternância frequente de diarreia com prisão de ventre.

Auto-exame testicular

Realize uma vez por mês, durante ou após o banho, o auto-exame testicular, que ajuda a diagnosticar precocemente o cancro dos testículos. Procure um médico urologista, caso detecte nódulos ou note alteração no tamanho, forma ou consistência dos testículos.

Consulta de Urologia

Todos os homens devem recorrer a uma consulta de Urologia quando começarem a notar dificuldades miccionais e/ou sexuais. As queixas miccionais mais frequentes são a diminuição da força do jacto urinário e o aumento da frequência das micções. Quase sempre a próstata é a responsável por essas queixas, podendo haver necessidade de fazer uma ecografia transrectal e uma avaliação das características do jacto urinário (fluxometria urinária).

O toque rectal, isto é, a avaliação da forma e tamanho da próstata através da introdução do dedo do urologista no recto do homem, é um exame frequentemente realizado.

Em relação às queixas sexuais, a mais frequente nesta idade é a disfunção eréctil, ou seja, a incapacidade de obter ou manter uma erecção do pénis que permita uma relação sexual satisfatória.

PSA (antigénio específico da próstata)

Esta análise sanguínea, que indica a eventual existência de um cancro na próstata, deve ser realizada anualmente. Caso revele valores elevados (acima de 4ng/ml) deverá ser feito um exame mais detalhado, geralmente uma ecografia transrectal da próstata com biópsia.

Densitometria óssea

A densitometria óssea permite avaliar o estado da massa óssea e verificar o risco de osteoporose, estando aconselhada aos homens a partir dos 70 anos. Pode ser, contudo, recomendado mais cedo a indivíduos que tenham tomado durante muito tempo fármacos que afectem a estrutura do osso (como corticóides), que tenham hiperparatiroidismo ou fracturas provocadas pela fragilidade óssea. Quando se detectam problemas, o exame deve ser repetido bienal ou trienalmente.


Revisão científica: Nuno Monteiro Pereira, director clínico da Clínica do Homem e da Mulher  www.clinicahm.pt

A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista

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