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Saúde feminina

Existem patologias e sintomas exclusivos das mulheres. O Dia Internacional da Saúde Feminina celebra-se a 28 de maio

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Consulta de ginecologia

Consulta de ginecologia

As vantagens em ser acompanhada por um ginecologista, os cuidados essenciais que qualquer mulher deve ter e os sinais de alarme a não descurar

Ser acompanhada regularmente por um ginecologista é um cuidado de saúde que nenhuma mulher deveria descurar.

Para além de ajudar a prevenir problemas ginecológicos, esta supervisão médica especializada permite detectar precocemente doenças como o cancro do colo do útero e auxilia a mulher a fazer a melhor opção ao nível da contracepção.

João Luís Silva Carvalho, ginecologista obstetra, partilha consigo, já de seguida, em forma de entrevista, a importância deste tipo de consulta e alguns dos cuidados básicos que a mulher deve ter com a saúde.

Com que frequência se deve consultar o ginecologista?

A mulher deve fazer uma consulta anual de rotina, caso não haja nenhum sintoma alarmante. A primeira consulta deve acontecer a partir do momento em que inicia a sua actividade sexual. Na pós-menopausa, pode haver necessidade da mulher ir ao ginecologista duas, três vezes por ano.

E que exames deverá fazer?

É fundamental que realize o exame clínico feito pelo ginecologista. Depois há outros exames, consoante a fase da vida. Por exemplo, a mamografia e a ecografia mamária devem ser realizadas a partir dos 40 anos, com uma periodicidade anual. Entre os 20 os 60 anos, recomenda-se a realização do Teste Papanicolau, a citologia de rastreio para o carcinoma do colo do útero.

Que riscos corremos se não tivermos este tipo de vigilância médica?

Por exemplo, o cancro do colo do útero evolui de forma silenciosa, só apresenta sintomas em estados avançados, fase em que a doença poderá não ser curável. Mas se for detectado precocemente é curável em cem por cento dos casos. Por outro lado, o complexo eixo endócrino que regula o ciclo vital e a reprodução da mulher pode sofrer «desafinamentos», fruto da vida diária, do stress, do ambiente, do cigarro, da alimentação, que se forem detectados precocemente é muito mais fácil estabilizar.

Veja na página seguinte: É perigoso tomar a pílula sem supervisão médica?

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